Toyota libertará as suas patentes de células de combustível de hidrogénio

Guillermo Arnal     6 January 2015     2 min.
Toyota libertará as suas patentes de células de combustível de hidrogénio

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Toyota anunciou ontem na feira CES que vai libertar de direitos as 5.680 patentes que detém em tecnologia de células de combustível de hidrogénio. Com esta estratégia, semelhante à que anunciou Tesla no passado mês de junho, o fabricante japonês pretende partilhar os frutos da sua investigação com o resto dos agentes da indústria automóvel e acelerar assim a evolução desta tecnologia.

A série de patentes que Toyota disponibilizará às restantes empresas inclui 1.970 relativas à célula de combustível de hidrogénio, 3.350 ao software que gere o sistema da célula de combustível, 290 aos depósitos de armazenamento de hidrogénio e 70 à produção e ao fornecimento deste último.

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As patentes que possam ser utilizadas em veículos equipados com células de combustível de hidrogénio permanecerão livres de direitos até 2020, enquanto as referentes à produção e ao fornecimento de hidrogénio o estarão indefinidamente. A notícia foi oficializada no mesmo ano em que Toyota tem previsto lançar o Mirai, o seu primeiro veículo de hidrogénio destinado ao grande público.

Dois dos maiores obstáculos que enfrentam este tipo de automóveis são os elevados custos de desenvolvimento e a falta de uma infraestrutura de abastecimento adequada. Ao libertar as patentes, é previsível que mais empresas contribuam para impulsionar a investigação neste domínio, para alargar a rede de “postos de hidrogénio” e para reduzir o custo da tecnologia utilizada por estes veículos.

Esta visão, sobre a qual se alargou o vice-presidente de operações da Toyota USA, Bob Carter, na sua intervenção ontem na CES, tornar-se-á fundamental no próximo quinquénio. O esforço conjunto dos fabricantes automóveis e de outras empresas que apoiem esta mobilidade deverá definir neste período o caminho que conduza a um futuro em que as células de combustível de hidrogénio se integrem de forma realista nos transportes públicos e privados.

Fonte | Toyota

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