C4 Picasso Citroen Monovolumes Testes
Citroën C4 Picasso e-HDi 115 ETG6 à prova (Motor, desempenho, comportamento e consumo)
Colocamos à prova o novo Citroën C4 Picasso e-HDi 115 Airdream ETG6, monovolume compacto da marca francesa que oferece conforto, tecnologia e um design arrojado.

O novo Citroën C4 Picasso representa um salto, qualitativo e quantitativo, em relação ao modelo anterior; uma mudança profunda ao nível do design, mais e melhor tecnologia a bordo e elementos de segurança. O conforto é também um ponto-chave no novo C4 Picasso. Testámos o Citroën C4 Picasso e-HDi 115 Airdream ETG6, versão equipada com caixa manual pilotada, e contamos-vos tudo.
Motor e desempenho
O motor debita 115 CV às 3.600 rpm e 285 Nm entre 1.750 e 2.500 rpm; com este motor, o C4 Picasso é capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em 12,3 segundos e atingir uma velocidade máxima de 189 km/h. O consumo médio homologado pela marca é de 4 litros aos 100 km, enquanto as emissões ficam nos 104 g/km de CO2, 105 se optarmos pelas jantes de 17 polegadas.

Este propulsor de 4 cilindros em linha e 1.590 cc de cilindrada está associado a uma caixa manual pilotada de 6 velocidades, que dispõe de patilhas atrás do volante para a gestão das mudanças. Uma combinação que maximiza a principal característica do C4 Picasso, o conforto. Mas passemos à secção seguinte, onde vos contamos as nossas impressões depois de estar ao volante deste monovolume.
Comportamento
A arrancada é um pouco lenta mas, ao mesmo tempo, suave, e isto tem um objetivo, na verdade dois: obter um menor consumo e não afetar a vocação de conforto que o C4 Picasso oferece. Isto faz com que, na cidade, devamos ter paciência e relaxar ao iniciar a marcha.

Já em movimento, um aspeto que quebra com tudo o que foi dito é a troca de velocidades, muito evidente, demasiado, a ponto de o arfar que provoca no carro ser quase igual ao que sentiríamos se estivéssemos a mudar com uma transmissão manual, é o que têm as caixas pilotadas. A nova ETG6 é semelhante à anterior, mas com a eletrónica melhorada para reduzir o tempo de troca de velocidades.
Ainda assim, a transição entre as velocidades é um pouco lenta; nota-se sobretudo quando pisamos a fundo para ganhar binário: o “robô” reduz as velocidades, mas com um atraso que nos obriga a pensar algumas manobras.
Chegados a este ponto, e a favor do C4 Picasso, devemos confirmar que não se trata de um carro para manobras ágeis, condução animada, à procura de sensações, nada disso: a sua vocação é o conforto total, a condução em cruzeiro, algo em que se sai muito bem.

As suspensões têm uma calibração suave e absorvem muito bem as irregularidades do piso; a direção, por sua vez, tem uma intervenção eletrónica considerável, sempre em busca do conforto e da facilidade de manobra, sobretudo na hora de estacionar e em espaços reduzidos.
Em marcha, a direção oferece muito conforto, tal como o isolamento acústico do habitáculo; a retenção dos bancos é adequada e, em geral, trata-se de um carro realmente fácil de conduzir e confortável para todos os ocupantes. Sem dúvida, o principal trunfo do Citroën C4 Picasso, e é um prazer conduzi-lo.
Em viagens longas, a função de massagem nos bancos dianteiros será uma mais-valia em conforto, também para os ocupantes dos lugares traseiros; mesas com iluminação, muito espaço para as pernas e, a tudo isto, somam-se os múltiplos espaços para arrumar objetos.
Consumo
Após mais de 500 quilómetros de teste, conduzindo o Citroën C4 Picasso em todas as condições, o computador de bordo registou um consumo médio de 5,9 litros aos 100 km. Pode parecer elevado se tomarmos como referência o consumo médio homologado, mas convém esclarecer que o ritmo foi bastante animado, sem nos preocuparmos em obter valores baixos nem em pensar na eficiência máxima.

Pensando no estilo de condução do utilizador tipo, com 4 ocupantes e circulando mais na autoestrada e em incursões por vias interurbanas, este valor poderia situar-se abaixo dos 5,5 litros aos 100 km, um número muito bom para este tipo de veículo e um motor com mais de 100 cavalos de potência. Com isto, a autonomia com um depósito rondaria os 700 quilómetros.
As primeiras impressões que nos deixa o Citroën C4 Picasso e-HDi 115 ETG6 foram muito boas ao longo do teste: um comportamento muito focado no conforto, grande visibilidade e tecnologia a bordo que facilita a condução. Na próxima entrega detalharemos o design exterior e interior.

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