Mais 12% de veículos chumbam na inspeção técnica por defeitos na carroçaria

Jaime Gomez     17 July 2017     2 min.
Mais 12% de veículos chumbam na inspeção técnica por defeitos na carroçaria

Os veículos que passaram pelas inspeções técnicas espanholas apresentaram 3,4 milhões de defeitos na carroçaria, dos quais 531.000 foram considerados graves.

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Em comparação com 2015, o número de veículos que se apresentaram à inspeção técnica com defeitos ligeiros na carroçaria aumentou 7,3 por cento, enquanto os que apresentavam um defeito grave registaram um crescimento de 11,1 por cento.

A situação real é muito mais grave do que os números possam sugerir, pois estes aumentos no número de veículos com defeitos na carroçaria verificam-se depois de durante o período 2011-2015 os defeitos ligeiros já terem aumentado 42 por cento e os graves 17 por cento.

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O número de veículos que não passam a inspeção técnica à primeira por defeitos na carroçaria continua a aumentar, em parte devido ao crescente envelhecimento do parque automóvel espanhol. Entre os ligeiros de passageiros, o aumento de veículos com a chapa em mau estado também foi muito significativo. Quase 1,7 milhões de veículos (mais 7,1 por cento do que em 2015) passaram a inspeção com defeitos ligeiros na carroçaria, enquanto 255.000 foram reprovados por os defeitos que apresentavam serem demasiado graves para serem aceites. Este número foi 12% superior ao do ano anterior, quando 219.000 veículos foram reprovados pelo mesmo motivo.

Segundo Jordi Ortega, responsável pela rede de oficinas especializadas em chapa e pintura Certified First, “a importância da carroçaria do veículo vai além da componente meramente estética. A sua conservação tem muito a ver com a segurança, a aerodinâmica ou o consumo, questões que nos preocupam a todos”.

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Ao passar na inspeção técnica, os inspetores técnicos vão prestar especial atenção a determinados aspetos da carroçaria, nomeadamente aos possíveis defeitos de conservação (ferrugem, corrosão, perfurações, danos,…), à existência de arestas vivas ou cortantes, aos suportes de porta-bagagens inexistentes ou deteriorados, às fixações defeituosas dos para-choques ou aos espaços por onde possam entrar gases do veículo para o interior do habitáculo.

“Na prática —afirma Jordi Ortega— é muito complicado estabelecer critérios objetivos de medição para questões como a corrosão. Por isso, o melhor é prevenir e resolver os pequenos problemas de chapa e pintura que surjam no nosso carro e não deixar que se acumulem, pois isso provocará incidentes ainda mais graves”.

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