Nove em cada dez condutores exigem mais informação tecnológica sobre os seus veículos
Segundo um estudo, 76% dos condutores considera que as marcas deveriam atuar como “instrutores tecnológicos”.
O II Relatório “Espanhóis perante a Nova Mobilidade” é elaborado pelo Centro de Demoscopia de Mobilidade e analisa a opinião de 4.445 participantes.
A mobilidade autónoma suscita muitas dúvidas entre os utilizadores: dois em cada três não se imaginam a bordo de um veículo autónomo, embora 30% admitam mudar de ideias no futuro. “O horizonte do automóvel parece ser o carro autónomo, mas, por enquanto, gera mais dúvidas do que vontade de andar num. Há muito desconhecimento à sua volta e, em geral, os condutores consideram que precisam de mais informação e conhecimento sobre todos os avanços tecnológicos que o seu carro já incorpora na atualidade”, afirma Juan Hernández Luike.

A rejeição ao carro autónomo é mais acentuada entre os condutores jovens do que entre os adultos. Segundo o relatório, 28,5% dos jovens de 18 a 24 anos rejeitam esta tecnologia, enquanto apenas 10% dos adultos (entre 55 e 64 anos) se opõem ao veículo autónomo. A explicação para este fenómeno é que, quando um condutor começa, prefere conduzir, ao passo que entre os condutores mais maduros impõe-se a comodidade.
Atualmente, os carros incorporam numerosos avanços tecnológicos. Oito em cada dez condutores afirmam utilizar com frequência os dispositivos que equipam o seu veículo. Contudo, a contínua renovação tecnológica fez com que os condutores exijam mais formação tecnológica para tirar partido dos seus veículos. Segundo os resultados do estudo, 76% dos participantes considera que a marca ou o próprio concessionário deveriam ensinar o funcionamento tecnológico dos seus veículos.

“Fala-se muito do papel futuro dos concessionários, que continuarão a fazer o que fazem, vender sobretudo, mas terão de assumir também um papel tecnológico. Por um lado, o de prescritor: qual carro, do ponto de vista tecnológico, se adapta às minhas necessidades; e o de instrutor: como funciona a tecnologia que incorpora. Quando um utilizador levar o carro que comprou, 95% da explicação do vendedor será tecnológica, e os restantes 5% ou menos serão para coisas como onde fica a alavanca que abre o capô”, afirma o diretor-geral da AutoScout24, Gerardo Cabañas.

Juan Hernández Luike, da Autofácil, também defende um maior compromisso das marcas na instrução sobre as novas tecnologias automóveis: “Conseguimos perceber bem como funciona a bateria de um carro ou como verificar o nível de óleo do motor, mas alguém deveria explicar-nos como fechar o carro a partir do smartphone ou como conduzir com o telemóvel espelhado no ecrã do tablier”.
Fonte: Newspress
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