Os carros que a Fisker nunca construirá

Fernando Alvarez     5 April 2013     2 min.
Os carros que a Fisker nunca construirá

fisker

Esta manhã grande parte dos funcionários da Fisker Automotive foi despedida, o que parece ser o início do fim da marca, tal como vos tínhamos contado há pouco tempo. Aquela que outrora foi uma das empresas com mais promessas no panorama dos híbridos aproxima-se de um destino que, a esta altura, é difícil de evitar.

Ficaram para trás as promessas do Fisker Karma, que chegou a produzir alguns modelos, mas que acabou praticamente cancelado por falta de capital, apenas para continuar a fabricá-los. Mas há outros modelos da Fisker que tiveram um destino pior que o do Karma, como o Sunset, o Surf ou o Atlantic.

sunset

O Sunset ia ser a versão descapotável de duas portas do Karma, um carro que não passou de um belo projeto apresentado em 2009 no Salão de Detroit. Muito semelhante ao Karma, era um descapotável sem pilar central. Com a mesma autonomia, o mesmo desempenho e o mesmo conjunto motriz do Karma S.

surf

O Karma Surf tinha sido pensado como a versão shooting brake da Fisker. Foi apresentado no Salão de Frankfurt de 2011, com um design extremamente invulgar (muito parecido com o do Ferrari FF), sobretudo no remate da traseira, graças a uma mala com cerca de 820 litros de capacidade. Chamava-se Surf porque se dizia que era possível transportar lá dentro até uma prancha de surf. Este modelo tinha sido criado exclusivamente para o mercado europeu.

atlantic

Os modelos anteriores brilharam pela ausência em produção, embora tivessem sido prometidos para o ano passado. Mas aquele que tinha mais possibilidades de chegar a bom porto era o Atlantic, uma berlina mais acessível, que estreou o ano passado no Salão de Nova Iorque. Supostamente, o Atlantic iria ser oferecido com tração integral ou tração simples, embora os seus motores elétricos debitassem menos potência do que os do Karma. O modelo era viável para ser produzido e tudo estava bem encaminhado, quando o destino se interpôs: deu-se a falência do fabricante de baterias A123 e a consequente peregrinação da Fisker à procura de fundos do governo para o construir a todo o custo.

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