O McLaren F1 será homenageado com um novo modelo que já está a ser desenvolvido

No início dos anos 90, a união entre o designer Gordon Murray e a McLaren deu origem a um dos melhores carros da história, um verdadeiro ícone que continua a ser objeto de desejo até hoje para qualquer petrolhead. Cada ano que passa continua a valorizar-se, mas o seu elevado custo e as poucas unidades fabricadas fazem com que não esteja ao alcance de qualquer pessoa. Esse carro é o McLaren F1.
O McLaren F1 foi, no momento em que começou a ser fabricado, uma verdadeira revolução, algo que se confirmou no instante em que começou a rodar pela primeira vez na estrada. O seu motor original BMW era um V12 de 6.100 cc que debitava 635 CV de potência, tornando-o na altura o veículo de produção em série mais rápido do mundo, com 391 km/h. Este título só lhe foi retirado em 2004, quando nasceu o Koenigsegg CCR, embora atualmente continue a ser o carro com motor atmosférico mais rápido do mundo.

Incorporava soluções como o seu chassis monocasco em fibra de carbono, embora também tivesse numerosos componentes fabricados com outros materiais exclusivos, como o kevlar, o titânio ou o magnésio. As suas portas de abertura diedral ofereciam uma entrada mais cómoda aos ocupantes, que podiam ser dois passageiros situados nas laterais e numa posição mais recuada em relação ao condutor, que ia sentado no centro do habitáculo.
As conquistas que o McLaren F1 alcançou na sua versão de competição, bem como os infinitos elogios que recebeu e continuará a receber, serão difíceis de superar para qualquer veículo da McLaren. Mas uma fábrica com tanta história não se pode dar ao luxo de ter complexos, e o desafio que a McLaren se propôs será entusiasmante tanto para os engenheiros como para quem gosta do mundo do automóvel. E é que os britânicos confirmaram que a sua divisão McLaren Special Operations, encarregada de mimar e personalizar qualquer veículo da marca, se pôs mãos à obra para criar um digno sucessor do McLaren F1.

Por enquanto o secretismo é absoluto, embora os pequenos detalhes divulgados nos permitam entusiasmar-nos com o que veremos muito em breve. Sabemos que, por ora, não tem um nome definido, embora seja conhecido pelo nome de código BP23. A McLaren define-o como um Hypercar, que será capaz de realizar longas viagens, mas que contará com as soluções e avanços próprios de um carro de tal envergadura.
Também avançam que a sua propulsão será assegurada por um motor híbrido (de origem Honda?), o que o tornará num dos McLaren mais potentes fabricados até hoje, além de contar com um nível de design e acabamentos requintado. Toda uma declaração de intenções. Além disso, terá como novidade um redesenho da abertura das portas, pois já não serão de abertura diedral como até agora nos seus veículos, mas sim que a sua abertura se estenderá até ao teto. Presumo que será uma abertura estilo “asa de gaivota”, como as que monta, por exemplo, o Mercedes-Benz SLS AMG.

Terá também semelhanças com características do McLaren F1, como a disposição dos dois ocupantes e do condutor no habitáculo e o número de unidades que serão produzidas, ou seja, também serão fabricadas 106 unidades. Segundo os planos da McLaren, este novo modelo deverá ver a luz no início de 2019 e, entretanto, teremos de nos contentar com estes dados e com a imagem que encabeça este artigo, porque até que a data se aproxime tudo se manterá em segredo.
Fonte | McLaren
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