Opel vai deixar o mercado russo em dezembro de 2015

A aventura de Opel na Rússia vai terminar este ano. Os prognósticos otimistas que foram manifestados em 2013 pelo antecessor de Mary Barra como CEO da GM, Dan Akerson, e pelo CEO da marca alemã e responsável pela GM Europa, Karl-Thomas Neumann, ficaram sem efeito devido a múltiplos fatores que acabaram por tornar inviável prolongar a presença da Opel nesse mercado.
O fabricante comunicou hoje que a abandonará no final de 2015 e que tem previsto encerrar a fábrica de São Petersburgo, de onde saem o Chevrolet Cruze e o Opel Astra J. Uma economia russa prejudicada pelas sanções relacionadas com a crise na Ucrânia e pela queda do preço do petróleo, juntamente com a queda acentuada das vendas de automóveis neste país, colocavam em risco os objetivos traçados pela GM no seu programa DRIVE!2022, pelo que o grupo automobilístico decidiu mudar a sua estratégia.
Neumann reconhece que não têm o grau de produção localizada necessário para permanecer na Rússia, e a situação desfavorável do mercado local dissuade-os de investir mais dinheiro para resolver essa situação. Além disso, as perspetivas de vendas de automóveis novos na Rússia não vão melhorar nem sequer a longo prazo, como também indicou o responsável da Opel.

Como a Chevrolet também não enfrenta um futuro fácil naquela região, a sua gama de produtos será reduzida ao Camaro, ao Corvette e ao Tahoe. A marca vai ainda rescindir o contrato que a GM estabeleceu com a GAZ em 2011 para montar o Aveo na fábrica de Nizhni Novgorod.
A partir de 2016, a General Motors estará representada na Rússia apenas pela Cadillac e pelos já mencionados Chevrolet. Uma mudança de rumo com a qual a divisão europeia do conglomerado norte-americano pretende facilitar a consecução do seu objetivo mais importante para esse ano: recuperar a rentabilidade depois de mais de uma década a acumular perdas constantes no velho continente.
Fonte | General Motors
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