Ssangyong Korando 2.0T 175 CV Limited 4x4 Aut., teste (Motor, desempenho, consumo e comportamento)

Diego G. Moreira     5 August 2014     4 min.
Ssangyong Korando 2.0T 175 CV Limited 4x4 Aut., teste (Motor, desempenho, consumo e comportamento)

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O Ssaangyong Korando foi atualizado com o lançamento de uma nova geração, no início do ano assistimos à apresentação nacional do modelo e pudemos conhecer todas as novidades que dizem respeito tanto ao design como à gama de motores.

Agora tem um exterior ao gosto europeu e um interior de maior qualidade, com um design em que os comandos e diferentes elementos se integram por completo no tablier e aumenta a qualidade percebida. O motor principal é o diesel de dois litros com uma potência de 149 CV, sem dúvida a versão que mais vendas vai concentrar, mas nós pudemos testar o Korando mais completo da gama, com o potente D20T de 175 CV associado à caixa de velocidades automática e à tração total.

Motor e desempenho

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Sob a designação D20T esconde-se um motor desenvolvido pela AVL, o especialista austríaco que desenvolveu a nova gama de motores da marca. Este propulsor de quatro cilindros com turbo, na sua versão mais potente, desenvolve 175 CV, enquanto existe uma versão de 149 CV que será a que concentrará o maior número de vendas, embora só disponível com caixa manual.

O mais destacável do propulsor é a força (360 Nm), que empurra desde as 2.000 rpm (na versão de 149 CV tem melhor resposta em baixas) e sobretudo notam-se os seus 175 CV entre as 3.000 e as 4.000 rpm. Pode melhorar o ruído, um pouco elevado.

Com tração total está disponível o motor diesel de 149 CV com caixa manual, mas se quisermos optar pela versão mais potente de 175 CV e 4×4 vem com a transmissão automática associada. A caixa tem seis relações (conversor de binário), fabricada pela australiana DSI em colaboração com a SYMC e denomina-se E-Tronic.

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Pode utilizar-se em modo sequencial graças a dois botões situados no volante (D+/D-) ou a partir de um manípulo situado na lateral da alavanca de velocidades. A caixa é cómoda, bastante suave nas mudanças e relativamente rápida, o problema é que não tira todo o partido dos 175 CV deste propulsor.

Normalmente muda às 3.000 rotações e não estica muito mais, enquanto o mesmo motor com caixa manual se pode explorar um pouco mais e nota-se (mas, claro, na nova geração não é possível associar o propulsor de 175 CV à caixa manual).

Dispõe do modo Winter para neve, um detalhe a ter em conta, já que o propulsor tem muita força na hora de arrancar.

Comportamento

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Apesar das mudanças da nova geração do Korando, felizmente há algo que se mantém sem alterações, que é a agilidade deste SUV. Destacam-se a estabilidade na estrada e sobretudo a agilidade do seu chassi, claro que limitada pela generosa altura ao solo e pelas suas dimensões.

A suspensão é confortável sem ser demasiado mole, como acontece noutros SUV, e na estrada destaca-se pelo conforto que oferece. Os travões cumprem sem problemas para parar as duas toneladas de peso do Korando e o único aspeto a melhorar é o tato da direção, demasiado artificial.

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Quanto à tração total, destacam-se as suas capacidades todo-o-terreno graças à tração que se pode bloquear a partir de um botão situado no tablier (em modo normal a distribuição é automática). O funcionamento é excelente e, aliado a bons pneus e à altura do carro, permite-lhe passar por zonas complicadas sem problema.

Claro que é preciso pensar bem antes de equipar ou não tração, já que se só vamos circular por pistas ou caminhos de baixa dificuldade onde a altura do carro nos permite passar sem problemas, podemos evitar equipar a tração, que além de encarecer o Korando também consome mais, e nota-se.

Consumo

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O consumo em autoestrada no nosso percurso habitual entre Madrid e Vigo foi de 8,8 litros aos 100 km. Enquanto na cidade o consumo é bastante alto devido ao peso e à potência do carro, situando-se acima dos 11 litros aos 100 km.

Finalmente, na estrada a cifra de consumo ronda os 8,5 litros aos 100 km em condução normal, sem ser precisamente económico. Os valores de consumo podem parecer altos, mas não devemos esquecer que se trata de um carro de duas toneladas com 175 CV, tração total e caixa automática, ou seja, tudo joga contra o consumo.

Na segunda parte analisaremos o design do novo Korando, além de avaliar o seu amplo interior, a postura de condução e outros detalhes.

Fotos | R. Rodriguez e Equipa de testes

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