3 razões pelas quais o motor do Civic diesel da Honda é a referência

Redacción     11 May 2018     4 min.
3 razões pelas quais o motor do Civic diesel da Honda é a referência

O novo motor 1.6 i-DTEC do Civic diesel da Honda alcança um equilíbrio entre desempenho e eficiência incomparável.

A última geração do motor 1.6 i-DTEC do Honda Civic diesel tornou-se a grande referência da sua categoria. Com uma história de sucesso no desenvolvimento tecnológico dos motores a gasolina, a Honda decidiu, no início deste século, construir o seu primeiro motor diesel perante a enorme procura deste tipo de mecânicas na Europa: o motor 2.2 i-CTDI. As expectativas eram muito elevadas, dado o pedigree da Honda na construção de motores. O motor 2.2 i-CTDi estabeleceu uma nova referência entre as mecânicas diesel pelo seu rendimento, refinamento e prazer de condução, um legado que o seu sucessor, o 1.6 i-DTEC, manteve uma década depois e que agora chega na sua última geração. O novo Honda Civic já oferece este renovado motor diesel na sua gama, e podemos garantir que é um dos melhores do mercado. Explicamos-lhe porquê:

1. Melhor equilíbrio entre desempenho e eficiência em relação aos seus antecessores

Honda Civic diésel

Com as melhorias introduzidas no novo motor diesel 1.6 litros i-DTEC, os engenheiros da Honda conseguiram reduzir o atrito dos cilindros, aumentar a eficiência da conversão de NOx e introduzir diversos avanços que permitem a este propulsor alcançar um equilíbrio entre desempenho e eficiência impressionante:

  • Potência máxima: 120 CV às 4.000 rpm.
  • Binário máximo: 300 Nm às 2.000 rpm.
  • Emissões de CO2: 91 g/km (Civic Sedan) e 93 g/km (Civic 5 portas) nas versões equipadas com caixa manual.
  • Emissões de NOx: 57,2 mg/km
  • Emissões de partículas: 0,13 mg/km
  • Consumo de combustível combinado: 3,4 l/100 km (Sedan) e 3,5 l/100 km (5 portas).

Na tabela seguinte pode-se apreciar a grande melhoria que o novo 1.6 i-DTEC apresenta em relação aos seus antecessores:

Motor Potência e binário Testes de homologação Consumo

 

Emissões de CO2

 

Emissões de NOx

 

Emissões de partículas

 

Accord 2.2 i-CTDi (2003) 140 CV às 4.000 rpm e

340 Nm às 2.000 rpm

NEDC 5,4 l/100 km 143 g/km 173 mg/km 20 mg/km
Civic 1.6 i-DTEC (2013) 120 CV às 4.000 rpm e

300 Nm às 2.000 rpm

NEDC 3,6 l/100 km 94 g/km 139 mg/km 0,15 mg/km
Civic 1.6 i-DTEC (2018) 120 CV às 4.000 rpm

e

300 Nm às 2.000 rpm

WLTP + RDE 3,5 l/100 km 93 g/km* 57,2 mg/km 0,13 mg/km

 

Em resumo, falamos de um motor que, com as mesmas prestações, alcança uma eficiência muito maior.

2. Eficiência e desempenho reais: um dos poucos que melhora os seus números no exigente ciclo WLTP

Honda Civic diésel

Uma das grandes conquistas do novo motor 1.6 i-DTEC da Honda é ter melhorado os seus valores oficiais de consumo e emissões no exigente ciclo de homologação WLTP, algo notável tendo em conta que o seu antecessor obtinha os valores oficiais através do permissivo ciclo NEDC. O novo objetivo da maioria dos fabricantes é que os seus motores igualem a eficiência no novo ciclo em relação ao antigo NEDC, mas a Honda conseguiu algo muito mais ambicioso.

Com o ciclo WLTP, os carros obtêm valores de desempenho e eficiência muito mais reais, porque as medições são bastante mais exigentes. Na tabela seguinte podemos observar as diferenças mais importantes entre o antigo ciclo NEDC e o novo WLTP:

Ciclo de testes de homologação NEDC WLTP
Distância do teste 11 km 23,3 km
Duração do teste 1.180 s. 1.800 s.
Velocidade média 33,6 km/h 46,5 km/h
Velocidade máxima 120 km/h 131 km/h
Paragens 9 14
Condução a velocidade constante 475 s. 66 s.
Tempo de aceleração 247 s. 789 s.
Tempo de travagem 178 s. 719 s.
Tempo em ralenti 280 s 226 s

 

3. Redução incrível das emissões de NOx sem utilizar AdBlue

Honda Civic diésel

O motor 1.6 i-DTEC da Honda é o único propulsor diesel da sua categoria que alcança níveis baixos de emissões de NOx (57,2 mg/km) sem utilizar um depósito de AdBlue, um aditivo que ajuda a reduzir as emissões de NOx mas que implica um custo extra de manutenção.

Cada vez mais fabricantes utilizam o AdBlue para reduzir as emissões de NOx nos veículos diesel (onde estas são proporcionalmente mais elevadas do que nos motores a gasolina), mas não se deve esquecer que o AdBlue continua a ser um problema para o utilizador em termos de custos de manutenção e de tempo gasto (é preciso estar atento para o reabastecer a cada 5.000 – 10.000 km).

Recordamos que o NOx é um dos gases provenientes dos carros mais prejudiciais para o ser humano, pelo que a regulamentação sobre emissões é cada vez mais exigente na sua redução.

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