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Honda CR-V 2012, apresentação e teste em Munique (I)
Primeiro contacto em Munique com o Honda CR-V, a quarta geração deste SUV japonês.

Lá por 1997, quando pouca gente sabia o que era um SUV, chegava ao mercado o Honda CR-V. A primeira geração mantinha-se fiel à tração integral, aos motores a gasolina e, sobretudo, a um aspeto mais de todo-o-terreno do que de estrada.
Mas os tempos mudam, os carros atualizam-se e agora a procura tem-se orientado para a estética SUV, com qualidades mais próximas da estrada do que da condução todo-o-terreno. Precisamente, esta é uma das mudanças que mais se notam na quarta geração do Honda CR-V, que testámos na apresentação europeia em Munique e que chega às lojas no próximo mês de novembro.

Neste primeiro contacto pudemos ver de perto este SUV japonês, que adquire um ar premium tanto em comportamento, equipamento e tecnologia de ponta. Um exemplo é o sistema que mantém o carro automaticamente dentro da faixa, rodando o volante caso seja necessário.
Ao longo do artigo falaremos em detalhe do renovado design, equipamento, gama de motores e da nossa experiência ao volante do CR-V. Um modelo que é vendido em 160 países e fabricado no Reino Unido para o mercado europeu.
Novo design interior e melhoria da qualidade dos acabamentos

O Honda CR-V foi renovado por fora e por dentro nesta quarta geração, e não somos nós que o dizemos, as mudanças saltam à vista. O novo design exterior melhora a aerodinâmica e dá ao modelo um perfil mais elegante e ao gosto europeu.
O aspeto exterior é de robustez; na frente destaca a grelha de grandes dimensões e as luzes diurnas em LED, um elemento disponível apenas na Europa. Lateralmente sobressai a superfície envidraçada que chega praticamente até à mala, criando uma silhueta semelhante à de um monovolume e que traz muita luz para o interior do carro.

Já na traseira volta-se a optar pela tecnologia LED para os farolins. A mala passa a contar, opcionalmente, com abertura elétrica, um equipamento que herda do Accord Tourer.
No interior as mudanças também são numerosas, já que se procurou criar um posto de condução mais baixo, mais próximo de um automóvel de turismo. A qualidade dos plásticos do tablier foi melhorada e agora tem zonas de toque suave; ainda assim, resta trabalho a fazer neste campo (os plásticos duros nos tabliers são típicos dos japoneses). Mesmo assim, a qualidade percecionada é elevada e a sensação de espaço invade o habitáculo.

Há detalhes que se mantêm intactos em relação à geração anterior, como a colocação elevada da alavanca de velocidades (um grande acerto) ou os comandos do ar condicionado (que mantêm o desenho circular). Além disso, somam-se outros detalhes práticos, como o acolchoado da consola central na zona de contacto com os joelhos dos passageiros.
A simplicidade dos comandos é a nota predominante na consola central; o volante é o único que sofre um certo stress por ter uma boa concentração de botões.

O espaço nos lugares traseiros continua em valores muito elevados; sobretudo surpreende o espaço para os pés. Além disso, trabalhou-se a mala, que tem maior capacidade (589 litros) e uma boca de carga mais baixa para facilitar o transporte de objetos pesados.
Outra novidade é que a partir da mala podemos rebater os bancos tocando apenas numa alavanca, (isto não é novo), mas o facto de a almofada inferior do banco se rebater e a superior deslizar por cima, tudo com um simples toque numa alavanca, é de facto uma boa inovação.
Gama de motores e a eficiência como objetivo

No novo Honda CR-V a marca conseguiu reduzir em 12 % as emissões nocivas; o consumo mantém-se, mas as emissões diminuem. Além disso, introduziram-se algumas melhorias, como a nova direção elétrica, mais eficiente do que a hidráulica anterior.
A gama de motores mantém-se intacta: por um lado, o motor diesel 2,2 i-DTEC com 150 CV e, por outro, o motor a gasolina 2.0 i-VTEC, também com 150 CV. A novidade está no próximo lançamento, em 2013, de um novo motor diesel de 1,6 litros e 120 CV. Mas até 2013 não veremos este motor nem no CR-V nem no Civic.

A última novidade neste ponto é o botão ECON, típico dos híbridos, que chega ao CR-V atuando sobre o acelerador e o ar condicionado para conseguir uma condução mais eficiente. Além disso, para indicar quando estamos a conduzir de forma eficiente ou não, o painel de instrumentos ilumina-se lateralmente em verde ou azul (de mais eco a menos eco).
Na segunda parte deste primeiro contacto em Munique falaremos do equipamento, com especial atenção às melhorias técnicas em segurança, e terminaremos com a nossa experiência ao volante do Honda CR-V.

Fotos | Diego G. Moreira
Ficha técnica deste carro
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