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Jaguar anuncia dois novos motores a gasolina
Um 2.0 turboalimentado substituirá o atual 3.0 AJV6, oferecendo uma potência semelhante. O segundo bloco, um 3.0 V6 sobrealimentado, será o que equipará o F-Type.

O duo Jaguar-Land Rover está dando bastante o que falar no Salão de Pequim, que decorre estes dias. Às habituais edições de luxo maior ou especiais, como a de Victoria Beckham para o Evoque, há que somar uma novidade mais importante. Jaguar acrescentará dois blocos a gasolina inéditos à sua gama ao longo deste ano, que atualizarão a oferta nas suas partes média e baixa.
O inferior é um 2.0 de quatro cilindros em linha turboalimentado. Produz 240 cavalos de potência às 5.500 rpm e 340 Nm de binário máximo entre as 1.800 e as 4.000 rotações. Graças ao seu tamanho compacto e ao uso de ligas de alumínio, os seus 138 kg de peso fazem dele o motor mais leve que a Jaguar alguma vez fabricou. Virá associado por defeito a uma caixa automática de oito velocidades da ZF.
Como é lógico, este motor 2.0 I4 Ti, tão sofisticado, virá substituir o veterano 3.0 AJV6 de origem Ford, que cumpre o seu papel nos XF e XJ. O novo oferece a mesma potência, mas com emissões e consumos inferiores e uma cilindrada menor. No entanto, para quem ainda achar que fica curto, haverá também outro bloco na parte média da gama.
Trata-se de um 3.0 V6 sobrealimentado. Este será apresentado em Pequim em duas variantes. A menos potente, destinada aos XF e XJ, oferecerá 340 cavalos de potência às 6.500 rpm e 450 Nm de binário máximo entre as 1.800 e as 4.000 rotações. A segunda gerará 380 CV e 460 Nm de binário, e estará reservada para o próximo desportivo compacto da Jaguar, o F-Type, avançado no passado Salão de Nova Iorque. Ambas transmitirão a sua força através da mesma caixa automática da ZF do bloco anterior. Este será o bloco que mais potência específica proporcionará de todos os que a Jaguar já fez: 127 CV por litro.
Se os investimentos da Tata na JLR deram frutos, com modelos excelentes e de grande aceitação como o XF ou o Evoque, com estes novos motores não há dúvida de que Ford sentirá cada vez mais a falta deles. Além disso, para o F-Type o 3.0 V6 vai-lhe cair que nem uma luva para competir num segmento difícil como aquele em que vai concorrer, com rivais como a próxima geração do Audi TT.
Fonte | Jaguar
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