O Ferrari 488 GTB atinge o próximo nível graças à Pogea Racing

Javier López    @jlopezbryan96    24 April 2018     3 min.
O Ferrari 488 GTB atinge o próximo nível graças à Pogea Racing

O Ferrari 488 GTB passou pelas mãos da Pogea Racing, uma preparadora que se encarregou de extrair até à última gota de desportividade do Cavallino.

Os limites no mundo automóvel distam muito da realidade, uma vez que os veículos estão sempre em constante evolução, quer porque as próprias marcas melhoram os seus produtos, quer pela intervenção de um terceiro que decide dar um salto com determinados modelos. Referimo-nos aos preparadores, que demonstram um grande afã por modificar, melhorar e aumentar as prestações de todo o tipo de carros, mas principalmente de superdesportivos. O Ferrari 488 GTB foi o sujeito de testes da Pogea Racing, que conseguiu extrair até à última gota de desportividade do seu V8 sobrealimentado.

A marca do Cavallino Rampante sempre se caracterizou por mostrar ao mundo alguns dos modelos mais emblemáticos e prestigiados, mas isto não costuma ser suficiente para os preparadores. A Pogea Racing tem um vasto historial de aplicar as suas modificações a veículos de origem italiana e, claro, Ferrari não ia ser uma exceção. O 488 GTB apresentou-se como o candidato ideal para pôr à prova todo o trabalho que a empresa alemã vem cultivando durante todo este tempo.

O superdesportivo italiano foi um dos primeiros modelos da marca a renunciar à aspiração natural e recorrer à sobrealimentação para abastecer o seu propulsor com um aumento considerável de potência em relação ao seu antecessor. No entanto, o que não sabia Ferrari é que, ao recorrer a este tipo de motores, também estava a abrir a porta aos preparadores mais loucos e com mais vontade de extrair o máximo rendimento de qualquer carro que passe pelas suas mãos.

Apesar disso, a afinação da mecânica do Ferrari 488 GTB não é a única coisa que muda, já que a estética recebeu uma série de melhorias tanto aerodinâmicas como visuais com o objetivo de acompanhar à perfeição aquilo que esconde nas suas entranhas. A frente adota um novo splitter construído em fibra de carbono — um material protagonista em todo o tipo de preparação — e umas entradas mais proeminentes e agressivas; a lateral realça-se com as soleiras das portas em fibra de carbono e, para terminar, a traseira recorre ao mesmo material para acentuar a zona central e um aerofólio encarrega-se de pôr o toque final a este Ferrari tão especial.

No entanto, o verdadeiro protagonista das preparações é o motor, que sofre uma série de modificações que o ajudam a render ainda mais. O V8 de 3.9 litros de série é capaz de debitar 670 CV e 760 Nm de binário, valores que o tornam num dos Ferrari mais potentes da história, mas para a Pogea Racing não era suficiente. Após algumas alterações na ECU e no sistema de escape, a preparadora conseguiu extrair do seu propulsor turbo a bagatela de 820 CV e 900 Nm de binário, o que permite que o Cavallino Rampante atinja os 100 km/h em apenas 2,8 s.

Sem dúvida, o potencial dos superdesportivos atuais permanece oculto para muitas marcas, mas os preparadores, pouco de acordo com esta postura, decidem fazer uma operação a coração aberto e pôr toda a sua potência em evidência. Com esta afinação por parte da Pogea Racing, ao Ferrari apareceu-lhe um concorrente em casa, já que este 488 GTB modificado é mais rápido e potente do que a sua variante mais radical, o Pista.

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