Fiat Linha 1.3 Multijet de 95 CV, teste (Motor, desempenho, comportamento e consumo)

Diego G. Moreira     14 June 2013     4 min.
Fiat Linha 1.3 Multijet de 95 CV, teste (Motor, desempenho, comportamento e consumo)

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A equipa da Highmotor traz-vos um novo teste, desta vez deixamos para trás as marcas premium, deixamos para trás os carros caros e concentramo-nos num veículo dos denominados “Low-Cost“. Ao lerem isto, seguramente virão à cabeça marcas como Dacia.

Mas o Fiat Linha diesel que hoje testamos distingue-se dos Dacia em muitos aspetos, por exemplo, os para-choques são da cor da carroçaria em toda a gama, as jantes vêm de série, o motor diesel de 95 CV é o único disponível e, no equipamento de série, aparecem elementos como o climatizador bizona ou o Bluetooth. O preço? 11.900 euros (somando o Plano Pive 2 e o desconto por financiar o carro).

O Fiat Linha não é um modelo que apaixone, nem o seu design exterior impressiona, mas o que vos posso garantir é que é uma compra 100% racional. É um carro com uma mala de 500 litros, equipado com o indispensável e mais, com motor diesel de 95 CV que se destaca pelo baixo consumo, e o preço final está à altura de um Low-Cost.

Motor e desempenho

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Até à renovação do Linha, estava disponível com dois motores mais, um diesel e um a gasolina. Mas com a nova geração reduziu-se a gama a este propulsor 1.3 Multijet de 95 CV. Este motor é muito usado na gama Fiat e noutras marcas (Opel e Chevrolet), tratando-se da variante com mais potência deste propulsor de 1,25 cc.

Mas, ao contrário do antigo 75 CV ou do novo Multijet II de 85 CV, os dois têm turbo fixo, sendo um motor mais limitado que perde força às 3.500 r.p.m. Mas o Fiat Linha equipa a variante de 95 CV com turbo de geometria variável, o que se traduz num impulso desde as 1.500 r.p.m. até às 3.500 voltas, onde o motor volta a ganhar fôlego e ainda aguenta quase até às 4.500 voltas.

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É um propulsor pequeno mas com boa resposta, e tira partido de forma excecional de cada um dos 95 CV com um binário modesto de 200 Nm, mas suficiente para o dia a dia ou mesmo para estrada ou autoestrada sem problemas.

Por último, falta falar da caixa de velocidades manual de cinco relações, noutros modelos associa-se uma caixa de seis relações, mas no caso do Linha optaram por uma de cinco com desenvolvimentos longos. A 120 km/h o motor gira à volta das 2.800 voltas. A precisão e o toque da caixa lembram-nos que estamos perante um Low-Cost, já que não se destacava pela precisão, sobretudo na marcha-atrás.

Comportamento

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O mais destacável é a firmeza que oferece o Fiat Linha, ao contrário do típico urbano dotado de suspensões confortáveis e macias, o Linha tem um esquema de suspensões mais firme, o que lhe confere maior estabilidade e aprumo na estrada, sempre dentro dos limites de um veículo como este.

Quanto à estabilidade na estrada, há monovolumes urbanos de marcas generalistas com uma suspensão mais mole e um comportamento dinâmico pior do que este Fiat Linha. O isolamento acústico do veículo é melhorável, tanto do motor como do ruído aerodinâmico quando circulamos na autoestrada.

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Por último, o toque da direção pareceu-nos artificial, mas bom, não estamos perante um desportivo e está em conformidade com o segmento a que o carro se destina. Os travões, os dianteiros são de disco e os traseiros de tambor, algo melhorável, mas travam de forma correta em qualquer situação.

Em resumo, gostou-nos da estabilidade que mostra, acima de alguns urbanos, e ao mesmo tempo é um carro confortável para viajar -dispõe até de apoio de braço- e mantém um conforto interior relativo (excetuando o isolamento acústico, que é melhorável).

Consumo

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O consumo está em conformidade com as prestações e a potência do carro, porque na estrada o Fiat Linha contenta-se com apenas 4,7 litros aos 100 km, podendo chegar aos 5,5 litros aos 100 km se conduzirmos de forma pouco eficiente. São valores realmente bons, e precisamente a estrada é o habitat ideal deste carro.

Na cidade o consumo sobe até aos 7 litros aos 100 km, porque a nossa unidade não tinha Start&Stop, apesar de na gama espanhola este sistema vir de série. Fechando o capítulo dos consumos estão os valores de autoestrada, onde sobe ligeiramente até aos 6 litros aos 100 km, em parte pela ausência de uma sexta velocidade que reduziria os consumos.

Na segunda parte do teste veremos o design exterior, pouco emocional mas correto, e falaremos do interior. Neste capítulo não nos esqueceremos de rever a qualidade dos acabamentos ou o espaço que oferece aos ocupantes.

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Fotos | Equipa de testes, Diego G. Moreira

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